TASSO FRANCO
MSC
O Movimento das Mulheres Sem Calcinha (MSC) que já está agitando a atual temporada pré-verão dos embalos paulistanos e cariocas promete fazer “invasões” no verão de Salvador. A patroness da causa e primeira dama de ocasião, Lilia Ramos, a moçoila que no Carnaval de 1994, ao lado do então presidente Itamar Franco foi destaque da Viradouro e encontrou-se com Sua Excia no camarote da Brahma sendo fotografada exibindo a perereca, dizem que dará canja n’algum ensaio de bloco local.
O MSC é poderoso.
Entre suas participantes, algumas flagradas recentemente exibindo a xana como veio ao mundo estão Juliana Paes, Luma de Oliveira, Adriane Calisteu e Luana Piovani, só para enumerar a turma do time da primeira divisão. Tem a equipe que compõe a segunda divisão. Sustentam os especialistas que, lideradas por Preta Gil e Sabrina Sato, esta última com suas exibições no Pânico na TV onde, aliás, já apareceu semipeladinha, também virão para o momo baiano. A turma da terceirona freqüenta as torcidas do Bahia e do Vitória e andam em baixa, ultimamente. Vão ficar na regra três para uma possível emergência, ou para a substituição de alguém que, por motivo que não convém citar aqui, necessita de reforço.
O certo é que a onda do MSC promete “invadir” o verão baiano e o Carnaval de Salvador embora nossas musas da música axé sejam, até então, discretíssimas. Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Cláudia Leite, Margareth Menezes, Gilmelânia, o mais que permitem é a exibição de pernas e colos. São precavidíssimas. Na plataforma dos trios suas roupas consideradas ítimas se transformam em shortes e nada pra ninguém. Não adianta integrar a turma do gargarejo que não se vê sequer a ponta da ponta. Mas como tudo nesse mundo se transforma e Carlinhos Brown certa ocasião mostrou o bráulio numa quarta-feira de cinzas, no arrastão do pós-Carnaval da Barra, quem sabe se surpresas não virão por ai.
A Bahia, como se sabe, é pobre de estrelas do show-business e da televisão, de modelos famosas e garotas que freqüentam as páginas da Playboy, da Sexy Premium, da Zip, Boa Forma e outras. Nossa musa televisiva continua sendo Kátia Guzzo, embora tenha aparecido, aqui e acolá, gente nova em destaque como é o caso de Mariana, da Band, e Daniela Prata, da Record.
Quem já atuou com desenvoltura nas revistas do gênero, peladona, foi a exuberante Carla Perez, hoje, uma comportada evangélica que cuida de sua carreira artística e faz sucesso animando seu bloco carnavalesco infantil, o Algodão Doce. Já sua ex-companheira de É O Tchan, Sheila Carvalho, continua honrando o MSC sempre que oportuno, foi capa da Sexy em agosto último e atua no seu programa Bom D + da Record local, incentivando a turma da axé música e da baianada. A atual baiana da vez é Milena Silva, suplente de vereadora do município de Salvador e que fez sua campanha, em 2004, exibindo qualidades ao lado de uma bola, promovendo embaixadinhas. Na última eleição, apoiou o candidato a deputado pelo PSDB, José Carlos Fernandes, o Zé Calamidade, e exibiu-se na Sexy Premium em perfeito preparo físico mostrando que, realmente, tem tudo para ser uma goleadora, sem essa de política. Infelizmente, Zé não se elegeu para ceder-lhe a vaga e a Câmara de Vereadores perdeu uma grande companheira, no dizer de expressão dos barbudinhos do PT.
Como as novidades aqui na Bahia sempre chegam com atraso, vide o MSS – Movimento das Mulheres sem Sutiã que durou mais de uma década para emplacar em Salvador; e o MSTop – Movimento das Mulheres de Topless que nunca vingou, mas, eventualmente, é utilizado por alguma estrangeira no Porto da Barra, o MSC aposta na globalização e vai mostrar que a Bahia não pode ficar de fora dessa onda.Lembro que, em 1969, quando as mulheres nos Estados Unidos começaram a trajar blusas com os seios sem sutiãs, em Salvador existia uma loja no centro da cidade, a Chapelândia, que era especialista nesse ramo e dona Carmen, a proprietária, deu uma declaração à imprensa dizendo que essa moda não pegaria na Bahia e sua casa estava vendendo sutiãs como nunca. Hoje, felizmente, não é bem assim.
Muitas garotas preferem deixr os seis livres ainda que protegidos por blusas e corpetes.O Topless é que não emplacou na Bahia.
Até na Espanha, finda a ditadura do generalíssimo Franco, a partir de 1975, as mulheres de todas as idades se banham de top (nem todas óbvio) nas praias de Coruña, Barcelona, Ibiza e outras.
Daí que Salvador continua sendo a velha Província da Bahia em alguns aspectos.
Jolivaldo
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